"O catequista é aquele que transmite o tesouro da fé católica!"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ser Catequista: um chamado de Deus

Como Deus nos chama? Como sabemos que é Ele que nos chama? Quais foram as situações humanas que nos motivaram a sermos catequistas?
Deus manifesta a sua vontade por diversas circunstâncias. Em qualquer situação o Senhor nos diz: “Vem e segue-me” (Mc 2,14).
A vocação é um chamado de Deus que espera da pessoa uma resposta para que esta pessoa possa se realizar. A vocação é, portanto, a realização do Plano de Deus na vida de cada um.
A vocação se manifesta em dois sentidos:
· a descoberta da própria vocação e
· o compromisso de vivê-la com toda intensidade.

⇒AS GRANDES VOCAÇÕES NA BÍBLIA:
Na Bíblia o chamado ou vocação de uma pessoa, por parte de Deus, corresponde ao compromisso de reunir e formar o seu povo: o Povo de Deus.
Este é o elemento central da vocação na Bíblia. Deus continua chamando pessoas para reunir e formar o seu Povo. Quando alguém é chamado por Deus, sempre é chamado para servir ao Povo em seu nome, revelando seu amor e sua Aliança. É um serviço que exige fidelidade.
Se refletirmos sobre a nossa vocação, vemos que também ela tem os mesmos sinais bíblicos.
(Ler e refletir: Ex 3,4; Is 6,8; Jr 1,1-10; Mt 10,1-4; Jo 1,34-38; Rm 1,1).

⇒COMO DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama numa situação concreta. Como por exemplo: um convite do pároco ou da coordenação da catequese, outras vezes quando sentimos que há necessidade de catequistas na comunidade e em outras situações. Se isto nos preocupa é sinal que estamos descobrindo o chamado de Deus. Os personagens bíblicos também foram chamados para uma determinada missão.
Para que Deus nos chama? Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
Nossa vocação é um presente de Deus. Somos chamados porque Deus nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem uma raiz na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de Deus, segundo nossas condições.
Ter confiança em Deus. Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isso pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de Deus e para Deus.
O ser catequista se renova a cada dia. Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renúncias e dos sacrifícios. A lembrança, renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.
Como a nossa vocação de catequistas se manifesta no dia-a-dia? Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como: gosto pela catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a sociedade; comunicação no grupo de catequistas; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da Igreja.
A vocação do catequista é comunitária. Ela abrange toda a ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de que seu chamado foi feito por Deus e que foi enviado pela comunidade, desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de Deus.

· Quais são as motivações que temos para realizar a nossa vocação de catequistas?
· Como surgiu a nossa vocação de catequistas? 

Que tal recordar os bons momentos dessa missão e analisar os sinais da sua vocação?


 Folheto Ecoando 3 - formação interativa com catequistas - Editora Paulus


Avance sempre...

Quando li este texto, me lembrei de quantas vezes questionei a Deus por algo ter dado errado, ou por não ter conseguido alguma coisa que queria muito ter ou fazer. Hoje, vejo que o mais importante é não desistir de lutar por aquilo que queremos. Pequenas coisas hoje, amanhã poderão  tornar-se grandes. Coisas pequenas aos nossos olhos, podem ser grandes aos olhos de Deus. Temos que continuar em busca daquilo que acreditamos. E isso se chama fé. E quem tem essa fé, jamais desiste, jamais para no meio do caminho, mesmo que cansados ou desanimados. O importante é prosseguir sempre...

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Na vida as coisas, às vezes, andam muito devagar.

Mas é importante não parar.

Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.

Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena.

Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.
Continue andando e fazendo.

O que parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo amanhã ao anoitecer se você continuar movendo-se para frente.

A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se aproxima dele.

Se você pára completamente é muito mais difícil começar tudo de novo.

Então continue andando e fazendo.

Não desperdice a base que você já construiu.

Existe alguma coisa que você pode fazer agora mesmo, hoje, neste exato instante.

Pode não ser muito mas vai mantê-lo no jogo.

Vá rápido quando puder. Vá devagar quando for obrigado.
Mas, seja, lá o que for, continue. O importante é não parar!!!

Autor desconhecido

A VIDA NO ESPÍRITO

Partilhando com vocês, algo que achei bem bacana ! Retirei de um folheto da Paulus e é de autoria de Maria Paula Rodrigues.


De onde os cristãos tiram força para seguir Jesus?Como viver o Evangelho numa sociedade  tão marcada pela injustiça e pela violência?

A força vem do Espírito de Jesus, que é o Espírito Santo. Deixando-se guiar pelo Espírito, os cristãos são capazes de atualizar os ensinamentos de Jesus e de participar da construção de um mundo melhor.
O Espírito Santo está presente no coração de todas as pessoas, cristãs ou não-cristãs, convidando-as a amar o próximo. Toda pessoa que ama está sendo movida a amar pelo mesmo espírito que animou Jesus.
O Espírito Santo nos aproxima uns dos outros através do amor. Quem prejudica os outros ou se fecha em seus próprios interesses está sendo movido por outro tipo de espírito... o "espírito de porco"!
O que é o pecado contra o Espírito Santo? É se recusar a amar. De fato, é o único pecado que não pode passar em branco, porque sem amor não existe vida.

E você, vive no Espírito de Jesus?

Leia: Gálatas 5,13-25 e Romanos 8,5-6.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

E cá estou eu de volta!


Amanhã, dia 28 de julho fará um mês que sofri um acidente!
Mas por Providência Divina estou aqui novamente.
Foram dias de muitas fraquezas, mas também muitos dias de aprendizado, meditação, reflexão!
Está sendo fácil? Não! Não está!
Mas entendo que se fosse fácil não seria de Deus!

Quantos amigos descobri e redescobri durante esses dias!
E quantas decepções também!
Como diz o velho ditado: "É nas horas difíceis que conhecemos os verdadeiros amigos!"
Eu conheci!!!
E só tenho a agradecer a Deus e render louvores e graças pela vida de cada um!
Quanta ajuda!!!
Quanto carinho!!
Quantas orações , inclusive de pessoas desconhecidas !

Sempre fui muito agitada! E ficar dependente das pessoas é uma espécie de calvário pra mim!
Mas esse calvário, muitas vezes é necessário pra que aprendamos a dar valor sobretudo nas pequenas coisas!
Mas ontem iniciei a fisioterapia e muito em breve estarei correndo novamente! EU CREIO!
Aos poucos vou retomando minhas atividades como blogueira!

Deus abençoe a todos!



quarta-feira, 22 de junho de 2016

TESOUROS DA FÉ CATÓLICA

O catequista deve buscar conhecer esses tesouros da fé católica, pra poder amar, cuidar, zelar e defender!
"...há necessidade de se ter uma catequese bem estruturada e coerente, com um ensino sistemático: não algo improvisado, mas que siga um programa que lhe permita alcançar um fim determinado". (João Paulo II,Catechesi tradendae nº 21)
Sem uma formação permanente, dificilmente conseguiremos chegar a esse "fim determinado".
Não conseguiremos transmitir aos nossos catequizandos a verdadeira doutrina da salvação se não tivermos uma boa formação teológica e bíblica. 
Mas daí, encontramos barreiras do tipo: "na minha paróquia não temos formação"...
E aí, o que fazer???
Na internet temos diversas opções para buscarmos essa formação, mas nenhuma delas supri a necessidade do abraço, do aconchego, da motivação que um encontro bem preparado nos proporciona!
Por isso, precisamos sair da nossa “zona de conforto" e ir atrás daquilo que precisamos!
O primeiro passo: se entregar totalmente à docilidade do Espírito Santo, para ter o Dom da Sabedoria de saber expor aquilo que precisamos!
Segundo passo: falar com o pároco! Usar argumentos consistentes, baseados naquilo que pede os documentos da igreja.
Terceiro passo: Mão na "massa" ! Não espere que façam por você! Faça você mesmo! Temos muitos formadores, capacitados. 
Vamos lá queridos catequistas! 
Vamos fazer a diferença!
Vamos buscar para transmitir esses Tesouros da Fé Católica!


terça-feira, 21 de junho de 2016

Catequese e Psicologia das Idades

Catequese e Psicologia das Idades

Introdução

Muitas vezes, nós adultos, ao lidarmos com crianças, exigimos delas um comportamento de adultos, ou seja, total atenção, o que para elas, torna-se bastante difícil. Por outro lado, usamos palavras de difícil compreensão, muito longe delas perceber onde queremos chegar.

A criança é um ser em desevolvimento, com características próprias à faixa etária. Com a boa tática e habilidade do adulto, a personalidade e o temperamento da criança poderão ser modificado através de abertura, explicação, vivência, orientação e assistência. Estar sempre atento às suas necessidades e interesses. Nós adultos em geral, deveríamos seguir o exemplo que Cristo nos deixou: "Ele ia ao encontro dos homens, conhecendo-os como realmente eram, mas, levando-os a uma reflexão para mudança de vida, através da opção para o lado bom das coisas, o lado do Amor.

A infância vai de 0 a 3 anos até 12 anos, período este que indica a adolescência. (Não podemos seguir uma tabela rígida, única para todas as pessoas).

01 - IDADE DE ZERO A TRÊS ANOS

Características

a) Descoberta do mundo interior:  Nesta idade a criança está começando a viver. Tudo é novo. Aparecem os primeiro gestos, as primeiras necessidades de mover-se. Desenvolvem também reflexos e os instintos. Do balbucio inconsciente, vence a palavra "frase" ou a frase completa.

b) O meio humano: A criança nesta idade, está muito ligada à família. A família é o seu mundo, é onde a criança encontra segurança, afeição e alegria. E é na família que ela se desenvolverá através de imitações. ( A criança imita os gestos de quem ela ama. Imita o sorriso da mamãe, calça a bota do papai.)

ATITUDES DO CATEQUISTA QUE EVANGELIZA CRIANÇAS DESSA FAIXA ETÁRIA:     Muito carinho, muita comunicação, muita proteção (não exagerada), desenvolver desde cedo os bons hábitos. O catequista para falar de Deus com estas crianças, deve começar pela família, principalmente falando o mais que puder dos pais. É através da família que a criança receberá as primeiras noções de Deus.

ATIVIDADES PARA OS ENCONTROS: Desenho, oração dirigida.




02 - IDADE DE QUATRO A SETE ANOS

Características:

A partir dos 4 anos, sua linguagem é correta. Os brinquedos e os desenhos são fundamentais. Através deles a criança dessa idade se projeta.

a) Globalismo: A criança vê tudo como um todo. Ela não consegue perceber os detalhes, assim como pensar nas minúcias. Ela quer desenhar sua casa que seria igual para todo mundo. Isto é o que ela sabe fazer e nós devemos aceitar.

b) O egocentrismo: Nesta idade a criança acha que o mundo gira em torno dela. Tudo é seu. O pai, a mãe, os brinquedos.


ATITUDES DO CATEQUISTA QUE EVANGELIZA CRIANÇAS DESSA FAIXA ETÁRIA:

O catequista para falar de Deus, para crianças dessa idade, deve falar muito dos pais porque a criança é ainda muito ligada à família. O catequista deve conhecer os pais das crianças para melhor conhecer seus filhos. Orações gesticuladas são importantes. Movimentos dos braços, danças, etc, fazem com que a criança exprima o seu interior.

ATIVIDADES PARA OS ENCONTROS: 
  • Brinquedos: (pode ser confeccionados brinquedos com material reciclado, desde que tem haver com o tema do encontro.) 
  • Joguinhos: (Joguinhos de Trilha abordando valores, ensinamentos, ou versículos, também joguinhos como o da amarelinha dos mandamentos, e dinâmicas.) 
  • Desenhos 
  • Orações gesticuladas: (São orações com gestos) 
  • Danças 
  • Pinturas (Podem pintar imagens de santos, de Jesus)
  • Dobraduras e Recortes: (Pode usar cartolina, EVA)

03 - IDADE DE OITO A NOVE ANOS

Características

No início desta fase, a criança que antes necessitava de muitos movimentos, de muita ação, torna-se calma, pois já começa a usar razão: pensar. Pode tornar-se consciente de suas primeiras responsabilidades.

a) A criança tem um ritmo lento e mediativo: Necessita de tempo para olhar, executar, pensar, assimilar, memorizar. A Criança gosta de cantar uma cantiga, tornar a cantar, repetir uma oração, olhar novamente para uma imagem. Quando lhe mostramos um cartaz, é preciso deixar tempo para que ela possa ver, observar.

b) Faculdade de maravilhar-se: Observa os detalhes. É capaz de ficar em admiração prolongada diante de uma flor, quando diante de um gesto de carinho de uma mãe para com seu filho. Sua admiração é no entanto, silenciosa, cheia de respeito, podendo chegar ao mistério. O catequista poderá aproveitar-se para levar a criança a admirar o mundo que a cerca. A oração dos salmos lhe convém muito especialmente. É preciso ajudá-la a expressar sua admiração e louvor.

c) Idade da Razão: É a idade dos "porquês" - A criança deseja saber tudo, o porque e o como, começa a raciocinar, mas não sabe compreender idéias abstratas. Percebe as coisas quando se trata das intenções de alguém, dos sentimentos que lhe explicam os atos.
Ex: Por que Jesus veio ao mundo? Jesus veio ao mundo porque nos ama e por que Deus nos ama.

d) Despertar a consciência moral: A criança vai se tornando capaz de distinguir o bem do mal. O certo do errado. Tem ideia do primeiro SIM e do primeiro NÃO a Deus. A criança começa a ser capaz de dizer por si mesmo, isso é bom, isso é mau. Através dessa discriminação, começa ser responsável por seus atos. Nesta idade a criança raciocina e quer saber o porque das ordens que lhe dão.

e) Avidez de saber: Está pronta para o despertar da criatividade porque enriquece o seu vocabulário com frequência à escola. Quer ler e saber tudo. O catequista deve aproveitar isso e oferecer-lhe versículos ou textos bíblicos para ler (em casa de preferência) .

f) Idade das relações pessoais: Nesta fase inicial, a criança deseja viver em harmonia, de comum acordo em comunhão com as pessoas com quem ela lida. Agora ela percebe que faz parte de um grupo de vizinhos, turma de escola, etc. A criança nesta idade necessita de mostrar seu trabalho. Deseja saber se é assim, se está bem, procura apoio afetivo no adulto. Ela quer estar de acordo com Deus, quer dar-lhe prazer. Deseja estar em comunhão com Deus. Ela deseja saber o que os adultos esperam dela, o que gostariam qye ela fizesse. Ela necessita de um clima de confiança e afeição. é muitas vezes sugestionável, consequência natural de seu contato extra familiar. Por isso deixa-se influenciar pelos outros. Parte para experiências concretas. Surge algumas dificuldades de relacionamento e de adaptação. Mentiras, invejas, complexos, timidez, são características principais desta fase, por isso exige atenção dos adultos a sua volta.

g) Sua sensibilidade é muito viva: Na medida que desenvolve fisicamente, no campo afetivo ela vai tornando-se ativa e passiva ao mesmo tempo. Ela usa dos pensamentos violentos, mas de pouca duração. Arrepende-se facilmente (é capaz de bater no irmão menor e em seguida, lhe dar um beijo). Sua afetividade se manifesta através de seu desenvolvimento físico, que é também ativo. Esta afetividade torna-se um tanto curiosa, imaginativa e experimental. Procura reagir frente a uma situação. Reage impulsivamente. A insegurança é ponto de destaque nesta fase. Por isso, reage muitas vezes com certa passividade. De alguma maneira, deseja chamar a atenção dos outros para si.

Atitudes do Catequista: O Catequista deve ensinar que aquele que fala pela voz da consciência é Deus. Deverá haver palestras sobre consciência, sobre o SIM dito a Deus. Esse despertar da consciência se faz delicadamente e sob observação. A criança que nesta idade é generosa, gosta de fazer o bem pela atração interior, isto é, pela consciência, então o catequista deverá insistir sobre o fato de ser Deus que chama. Evitar dispersão da atenção da criança. Ser claro e objetivo nas perguntas. Valorizar a criança. Interessar-se por ela e pela sua felicidade. A criança às vezes fica decepcionada consigo mesma, envergonhada, e cabe ao catequista encorajá-la, despertar sua liberdade para a graça. O catequista terá que manter este clima de amizade e abertura, e a criança será muito sensível à feição espiritual do catequista. Dar muito estímulo. Procura ser amigo. Canalizar a agressividade para o bem. É necessário uma observação contínua.

Atividades para os encontros: Palestras, desenhos livre, cantigas, descoberta das qualidades, orações dos salmos, cruzadinhas, caça-palavras, passa-tempos, frases positivas como: Deus confia em mim, jograis, reflexões, sondagem de virtudes. (Através do desenho que a criança faz podemos conhecer a personalidade dela.), contar história com fantoches, leitura bíblica.


04 - IDADE DE DEZ A ONZE ANOS: 

Características:

As crianças nesta idade dão impressão de certo equilíbrio: São capazes de um esforço físico mais ou menos regular. São capazes de prestar atenção a um trabalho continuado. Podemos conhecer o seu caráter e saber como levá-los. A criança é pouco estável. Elas gostam de encontrar-se com os colegas: interessam-se muito pelo que vêem: pra que serve? Como fazer? Os meninos constroem suas casinhas ou cabanas e as meninas fazem o enxoval de e suas bonecas. As crianças geralmente gostam de jogos coletivos como: amarelinha, jogos organizados, dinâmicas de grupos.

a) Idade da ação: A criança é atraída pelo mundo exterior, o que interessa é o que vê, o que toca, o que pode medir. É a idade positiva. Provoca os colegas para mostrar que é o "tal", a "forte". Os meninos desejam ser superiores às meninas. Seu mundo religioso apoia-se no concreto e na ação. Ela não pode ter a ideia de mistério sem concretizá-lo. Sua fé precisa de exteriorização (Mostrar, externar; Manifestar-se, externar-se). Procura regras de  ação religiosa. Indagada como fazer uma boa confissão. Quer saber como fazer uma boa comunhão. "Por isso é a idade própria para fazer Primeira Comunhão Eucarística."

b) Idade do conformismo social: A criança sente-se atraída pelo grupo que a cerca. É a idade do grupo de amigos. Ela se deixa influenciar com muita facilidade pelos amigos. Passa a valorizar menos a família. Aos 11 anos surge a crise mais dura e de suma importância para o adolescente: A NECESSIDADE DE AUTO-AFIRMAÇÃO. Deixa de vez de viver sob pressão, vive a fase da reação para uma futura adaptação total. Na fase da reação é que a criança vai precisar mais da ajuda do catequista.

c) Idade do hábito e da memória: A criança tem grande capacidade de memorizar e gosta disso. Gosta de regras e daquilo que é fixo, de apresentar o seu trabalho do mesmo jeito. Gosta daquilo que é bem feito: gestos, fórmulas bem recitadas. Fica satisfeita consigo mesma.

ATITUDES DO CATEQUISTA: Sempre partir do que é concreto. Falar da ação do homem e admirá-lo como sendo reflexo da ação criadora de Deus. Fazer com que as crianças participem das ações litúrgicas (levá-los a participar da missa: no canto, nas leituras, momento das ofertas, e até mesmo entregar o jornalzinho). É a melhor época para falar de comunidade e lhe dar ideia de Igreja-Comunidade-Unida. A lei de Deus deve ser bem apresentada como lei do amor. Não dar muita atenção às mentiras quando se percebe que estas são frutos da imaginação fértil, importante para o seu total crescimento. Exigir as tarefas. Evitar preferências e criar um clima de companheirismo entre todos é fundamental. Desenvolver a criatividade através de atividades bem movimentadas. Valorizar a criança naquilo que gostaria de ser. O catequista, deve, não só falar de religião, como primeiramente, praticar junto com ela o que é ensinado. Compreender a fase imaginária da criança. Conhecer o ciúme existente e conhecer a causa tentando saná-la. Despertar na criança o sentimento de vivência de grupo (Nunca podemos viver sozinhos). O alimento que comemos como a roupa que agora vestimos dependeu do trabalho de muita gente que nem conhecemos. Levá-los a descobrir, que as capacidades de cada um, existem para realização e felicidades dos outros. Habilidade em usar armas como: compreensão, paciência, carinho, boa vontade de ajudá-lo a se firmar, pois, relacionalmente, já está preparando-se para uma restruturação mais solidária, capaz de formar uma personalidade espontânea e única.

Atividades: Descobertas de qualidades, celebrações litúrgicas, desenhos livres, jogos e dinâmicas coletivas, diálogos curtos, cantos, oração espontânea e dirigida, dramatizações, interpretações bíblicas, leitura bíblica.

05 - IDADE DE DOZE A TREZE ANOS

Características:

Consciência do Eu: O pré-adolescente dobra-se sobre seu próprio "eu".

Idade do egocentrismo: Desejo de conquistar a estima e o interesse dos outros; tem necessidade que os outros o conheçam para se conhecer a si mesmo. O pré-adolescente não quer ser mais criança, se aborrece intimamente quando é tratado como tal. Quer ser grande, ser adulto, ser independente.

Idade da oposição: Recusa aquilo que lhe for ordenado, que lhe foi confiado.

Insegurança: Ao mesmo tempo que quer independência, sente-se inseguro: Não quer ser criança, mas ainda não é aceito no mundo adulto.

Idade de vida profunda e secreta: O pré-adolescente vive o profundo e secreto no íntimo de sua personalidade que possibilita a maneira de interpretar o mundo. Vive no mundo dos sonhos , diários  íntimos nos quais ele procura a segurança que lhe falta.

Interpretações subjetivas: A interpretação do mundo para o pré-adolescente é essencialmente subjetiva baseada em fatores afetivos "de agora em diante ser verdade aquilo que os outros andarem  me contando" diria o pré-adolescente. Assim a inteligência do pré-adolescente  não é uma ideia abstrata, obsessiva, mas sim uma pessoa que vive esta ideia e que estima. Imita o herói. Quer decifrar mais do que problemas misteriosos em sua vida, no simbolismo das imagens. A razão lógica é ainda fraca. É preciso partir do concreto, mas há necessidade de "compreender", de chegar a uma ideia precisa.

Afetividade: Idade das grandes amizades e da busca da turminha onde se sente aceito e amado. No grupo o pré-adolescente sente uma necessidade de defesa contra a opressão dos adultos. O pré-adolescente necessita de amizade, deseja ser aceito e amado e de conhecer a si mesmo. Ele se dobra sobre si mesmo. Pode - se dizer o mesmo a respeito dos namoros dos pré-adolescentes (muito frequente, sobretudo nas meninas). Também a curiosidade ou problema sexual (que depois da tranquilidade sexual da infância adulta, explode violento na pré-adolescência) enquadra-se nesta indispensável descoberta de si mesmo.

ATITUDES DO CATEQUISTA:

O amor é o único caminho para atingir alguém em profundidade. A catequese deve dar oportunidade ao catequizando e meios para: construir-se a si mesmo, descobrir o sentido de sua vida, construir o mundo novo com Jesus Cristo. O catequista deve dialogar com os educandos e observar as suas reações, proporcionar descobertas ao invés de impô-las. Os encontros de catequese precisa oferecer meios para que ele possa engajar-se numa vida de comunhão com Deus e com os irmãos. Se o pré-adolescente não aceita imposição, autoritarismo, procuremos torná-lo sujeito ao crescimento da fé, descobrindo ele mesmo, "de dentro", os apelos de Alguém que o quer grande, o que quer pessoa, gente que o liberta. O catequista deverá conduzir o pré-adolescente a descobrir a verdade, o que é  certo. Usar exemplos de heróis verdadeiros, que lutaram por uma causa, pela humanidade, é uma boa ideia contar as histórias dos santos e deixar bem claro que não adoramos os santos mas sim devemos tê-los como exemplo de cristãos. Apresentar o Cristo como verdadeiro herói. O catequista deverá ser, aos olhos do catequizando, o Evangelho encarnado, seu modelo mais concreto. Abrir-lhe os olhos para o problema do mundo atual, tornando-se consciente de seu importante papel na construção do mundo novo. Incentivá-lo à leitura e interpretação bíblica, descobrindo aí uma dimensão de fé. O catequista deverá incentivar e orientar o pré-adolescente no aspecto comunitário da fé, fazendo-o sobretudo vivenciar este "ser Igreja" como nas turmas de amigos cristãos,onde se sintam aceitos, estimados, "alguém". A turma de pré-adolescentes deverá ser pequena. Dar trabalho em equipe. Nesta fase ele sente-se atraído pelo sexo oposto, porém se sente mais livre quando o grupo é do mesmo sexo. Só depois dos 15 anos que se sente mais liberdade ao sexo oposto. A educação cristã da fé deve atingir o homem todo, uma catequese verdadeiramente evangelizadora se preocupará também de dar uma resposta (não tanto moralista) ao problema das primeiras atrações sentimentais do pré-adolescente e, o catequista deverá ser aquele que compreende, que o trata como pessoa humana, que o ama e o aceita  como ele é.

Atividades:

Trabalhos comunitários: O catequista pode levar os catequizandos a fazerem campanha para ajudar uma instituição social, ou a uma família carente;

Canto: O catequista pode trabalhar cantos nos encontros e até mesmo levá-los para participar do grupo de cantos da missa. Esta fase adora criar paródias. 
Confecção de cartazes, palavras cruzadas, análise de textos bíblicos, dramatizações, entrevistas, reflexão, trabalho em grupo, exploração de ideias, diálogo dirigido, oração individual, são mais ideias.


06 - IDADE DE QUATORZE A DEZESSEIS ANOS

Características

É a fase dos encontros, que tem papel muito importante em sua vida. Descobre a amizade, que nem sempre é verdadeira e objetiva, desprendida de si, por que o adolescente ainda é egocêntrico. Descobre aos poucos o mundo do coração através de experiências. Gosta de ter emoções, sentimentos diferentes, intensos e profundos. Sente necessidade de se realizar, de crescer, de desenvolver-se no campo da inteligência e da experiência sensível. Critica as práticas religiosas tradicionais. Duvida da existência de Deus. Faz pergunta: Como é possível que um Deus bom, justo e sábio tenha criado um mundo tão perfeito, cheio de injustiças, dor e morte? Não encontra respostas e essas interrogações dentro de si mesmo. Sente-se inseguro diante de seus conflitos psíquicos e não sabe como conduzir seus impulsos físicos. Procura em Deus o seu apoio, numa religiosidade muito pessoal e muito íntima, devido à situação afetiva. Tudo o que se reveste de autoridade, para o adolescente, contrário a seu modo de ver e ser. As formas de reação dependem de cada adolescente. Ele quer se expandir, mas é oprimido pela família, escola ou mesmo pela sociedade em que vive. Sente-se rejeitado por todos. Revolta-se por que quer ser livre, independente, corajoso. O importante para ele é enfrentar o adulto.



ATITUDES DO CATEQUISTA:

O papel do catequista é ajudar o adolescente a descobrir como viver a fé nesta etapa de vida e na situação psicológica que ele está vivendo. Deve partir das experiências, aspirações profundas, anseios profundos, problemas do adolescente, para melhor atingi-lo e ajudá-lo a aderir pessoalmente a Deus e a Cristo. A catequese deve proporcionar meios para: construir a si mesmos, descobrir o sentido de suas vidas, construir o mundo novo com Jesus Cristo. O catequista deve dialogar para suscitar "reações de fé": pensar, julgar e agir cristãmente. Não deve ter receio de tratar de todos os problemas da vida, numa linguagem acessível e numa dimensão de fé. Deve provocar no adolescente uma abertura, uma atitude receptiva, um ato de inteligência, de compreensão, de adesão. Na medida em que o adolescente se exprime religiosamente, manifesta o quanto a mensagem cristã o atingiu no íntimo de seu ser. Seu testemunho pessoal será um estímulo para a vivência da fé do adolescente. O amor fala por meio do educador que sabe amar. Esse amor vai fazer com que ele penetre na linguagem própria do educador que deve te a sabedoria de traduzir as realidades humanas e divinas em linguagem que encontre ressonância no catequizando. O catequista deve anunciar uma mensagem que tenha penetrado a fundo nele e tenha colocado na sua própria vida. Só assim, poderá haver uma verdadeira comunicação entre EU e um TU, vivenciado concretamente na ação: catequista e catequizando. O catequista deverá ser aquele que vive do Espírito Santo. Deve usar também as técnicas pedagógicas atuais visando tornar do adolescente um cristão, um homem todo: Inteligência, vontade, afetividade.

ATIVIDADES: 
  1. Oração escrita: Os catequizandos poderão criar suas próprias orações, sendo assim, o catequista poderá através da oração conhecer o que se passa na vida do catequizando; 
  2. Oração comunitária e oração na família: O catequista poderá levar a turma para rezar o terço na casa de uma família, de um doente, no asilo, numa instituição de caridade.
  3. Participar das missas: O catequista pode criar um grupo de louvor para apresentar nas missas;
  4. Teatros, paródias, cantos.
  5. Uma outra ideia, o catequista poderia levar para apresentar nos encontros, alguns vídeos, slides, algo que leva a tecnologia mais próximos deles, até mesmo criar um grupo na internet para comunicar com eles durante a semana (grupo no facebook, blog, etc).

07 - IDADE DE DEZESSETE A VINTE ANOS

Características:

A grande adolescência (juventude), marcou o momento decisivo de um aprofundamento intelectual, e de uma primeira estabilização. É o momento de um engajamento de fé, ou um abandono da vida cristã. Realiza-se a maturação em dois planos:

NO PLANO DO CONHECIMENTO: as buscas, as dúvidas, as impressões vão amadurecer e passar pelo crivo de uma reflexão intelectual.

NO PLANO DE ADESÃO VOLUNTÁRIA: graças à moderação dos impulsos isistivos, à intelectualização e à socialização, a tomada de posição irá acentuar-se, "solidificar-se" numa determinada direção. O jovem nesta fase é alguém que ama e quer engajar-se na realidade, com intuito de mudá-la. Inicia uma fase objetiva na vida: amor ablativo = sai de si psicologicamente - do amor comunhão (dar receber) passa ao amor ablativo (dar / dar-se).

CARACTERÍSTICAS: Idealismo  dinamismo  espírito de iniciativa, imenso desejo de ser autêntico. Prefere previsão à reprovação, quer resultados precisos e eficazes, rejeita boas intenções e discursos, acha-se capaz de optar, mas sente-se inseguro. Capaz de assumir responsabilidades. Sente que o sexo deve ser integrado à personalidade.

DISPOSIÇÕES INTERIORES: Alto poder de crítica, de comunicação, de diálogo, de franqueza, gosta de ser superior aos outros, voltando para o sexo, inseguro. Quer amar e ser amado.

SOCIALMENTE: Grande desejo de participar, tem consciência de solidariedade humana e encara a profissão como realização pessoal. Ajuda a promover e libertar, daí suas posições radicais diante das injustiças, pessoas e estruturas...

DISPOSIÇÕES RELIGIOSAS: Rejeita toda religião formalista e concepções passadas, tendência amoral diante de leis escritas, mas grande desejo de formação aberta, profunda, baseada em convicções orientadas para ação.

SÍNTESE: Sofre um processo de solidificação, de estabilização, de consolidação. Fase de integração total e adulta, de maturação. Capaz de definir e precisar os contornos da personalidade - está construindo sua identidade peculiar. Fase de cristalização de uma convocação própria e única. A juventude traz consigo: um inconformismo que tudo questiona; espírito de aventura que leva a compromisso e situações radicais; uma capacidade criadora; um sinal de esperança de quem quer sempre melhorar; uma aspiração pessoal mais espontânea e forte para liberdade; um sinal de alegria e felicidade; sensibilidade para com os problemas sociais; exigência de autenticidade e simplicidade; rejeição de uma sociedade hipócrita e cheia de contra-valores; um dinamismo capaz de renovar as culturas que, de uma outra forma envelheceriam.

ATITUDES DO CATEQUISTA: O catequista deve estar sempre presente para responder as perguntas duvidosas do jovem. Não há missão mais bela e delicada do que a de orientar jovens nestes caminhos privilegiados onde se realizam, trazendo sua contribuição à história. Missão que entusiasma, mas que é árdua e laboriosa. A evolução psicológica da mentalidade dos jovens parece nos acusar um momento decisivo, que a separa profundamente das gerações precedentes e a orienta, por muito tempo, para novos caminhos. O catequista deve preocupar-se com o reajuste do jovem na sociedade de hoje, e para isto é necessário conhecê-lo e amá-lo. Dar segurança para que ele possa fazer opções. Desperta o senso crítico, mas numa linha construtiva. O catequista deve apresentar a mensagem partindo da realidade e deve levar a transformar esta realidade, segundo Cristo. 

1º - Descoberta da realidade. É a tomada de consciência a partir de uma experiência, de uma situação vivencial do jovem.
2º - Desenvolvimento de atitudes interiores, pela interiorização da realidade. É o momento de situar-se pessoalmente face à realidade, de aprofundar o valor (mensagem) que carrega consigo a realidade. 
3º - Expansão e comunicação de interiorização realização, através das variadas formas de linguagem.
4º - Comprometimento pessoal: atitudes a serem vivenciadas. As reflexões, as interrogações, os desafios, as tomadas de posição devem chegar a uma vivência. A conversão se opera na ação. A criatividade de catequista deve ser alterada e enriquecida de acordo com a realidade de seus catequizandos.

Apresenta aos jovens o Cristo Vivo como único salvador, para que evangelizados evangeliza em, e como resposta do amor a Cristo, contribuam para a libertação integral do homem e da sociedade, levando uma vida de comunhão e participação, desenvolvendo o senso crítico frente aos meios de comunicação social contra valores culturais. Estimular a capacidade criadora do jovem, ajudá-lo a amadurecer sua vocação. Formá-lo para a alegria e esperança.

ATIVIDADES:

Reflexões, debates, entrevistas, diálogos, pesquisas, conversação orientada, trabalho de grupo, leitura e interpretação de textos bíblicos, dramatizações , palavras cruzadas, oração pessoal e coletiva,

08 - IDADE DE VINTE A TRINTA ANOS.


Características:

Dos inúmeros sonhos da adolescência o jovem vê pouca coisa realizada: crise do fracasso. É a época da libertação do Eu, profissão, casamento e sociedade. Optará para a conversão (juventude com amor) ou para a perversão (juventude com amor,suicídio pelos vícios).

CATEQUESE DE ENGAJAMENTO.

DA VOCAÇÃO CRISTÃ DO HOMEM NO MUNDO E NA IGREJA.

CATEQUESE DA PESSOA E DO AMOR.


09 - IDADE DE TRINTA A CINQUENTA ANOS

Características:

30 anos: Crise do ideal e do real; de uma realização de uma síntese entre sonhos e realidade presentes.

A partir dos 40 anos: Crise do limite: não há mais ilusões a alimentar, sabe-se do que se é capaz, mas quer-se às vezes, um êxito impossível. O equilíbrio nessa idade depende do sentido das pessoas e da sociedade. adquirido nos períodos anteriores.

CATEQUESE DE ENGAJAMENTO.

10 - IDADE ALÉM DE SESSENTA ANOS

Características:

É o momento da crise da solidão. O catequista na vida dessas pessoas tem um papel importante para tirá-los da solidão para uma vida dentro da sociedade, da comunidade. O catequista pode buscar essas pessoas para um trabalho voluntário dentro da igreja, até mesmo na catequese.

CATEQUESE DA RESSURREIÇÃO.

* * * *

Organizado por: Catequista Jonathan Cruz
Conheça o Blog dele:Blog do Jonathan Cruz


BIBLIOGRAFIA:

·                     Encontramos o Senhor - Formação de catequistas - 4ª edição - 1974;
·                     Para ser catequista - Ed. Vozes 1978;
·                     Didática do Catecismo - ISPAC - Ed. Vozes 1964;
·                     As grandes linhas da psicologia da criança - Guy Joaquim;
·                     Desenvolvimento da Criança - Paul Osterich;
·                     Conteúdo e orientação para Catequese Renovada - Ed. O Recado
·                     Revistas: Família Cristã; AMAE; Pais e filhos;



domingo, 12 de junho de 2016

O "Ninho" vai ficando vazio

E aos poucos o "Ninho" vai ficando vazio...
Os filhos crescem e como pássaros, voam cada vez mais longe!
A casa vai ficando cada vez mais silenciosa, já não tem tanto,"mãe cadê minha meia? Mãe, cadê aquela minha blusa, minha camiseta?" 
Daí percebemos que não tem mais aquele som alto, as risadas por qualquer motivo, os pés sobre o sofá da sala, aquela conversação sem fim, os namoricos inquietantes, os segredinhos ao telefone, as oscilações de humor, as brigas pelo controle da tv....
O tempo não passa...
O tempo Voa....
E cá ficamos nós com as eternas e doces lembranças da época das trocações de fraldas sem fim, das noites mal dormidas, das mamadeiras, dos primeiros passos, dos primeiros tombos, das apresentações na escolinha, dos desenhos inacabados, das cartinhas rabiscadas, das "obras de arte" nas paredes, do medo do escuro...
O "Ninho" vai ficando cada vez mais vazio...
E aí, de repente, acontece uma nova descoberta: é o momento de aprofundar o relacionamento conjugal!  Retomar os verdes dias do namoro, redescobrindo o prazer do calor de um aconchego mais demorado. Deter-se a olhar um ao outro, recordando quando, exatamente, os cabelos começaram a ficar prateados. Tornar a usufruir de um passeio a dois, sem pressa no sossego de uma manhã ensolarada, num diálogo interminável!
Mas um dia, Deus também nos separará... Então o momento para ser feliz é agora!
O amanhã poderá não existir mais!
Esse é o momento certo para amar!
Esse é o momento certo para pedir desculpas e também de perdoar!
Esse é o momento certo para dizer EU TE AMO!
Esse é o momento certo para curtir o "ninho" ates que ele se esvazie por completo!